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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Um pouco de humor na tv brasileira





Teatro de revista é o espetáculo brasileiro de humor mais tradicional, ele vem de longe desde a época de saltimbancos que eles viajavam pela europa e portanto suas matrizes são bastante diversificadas, o teatro de revista brasileiro,é feito de números musicais e esquetes cômicos, como no caso do musical americano as musicas eram compostas especialmente pelos nossos compositores brasileiros e com elas tornaram –se standards.
A combinação de esquetes e números musicais começou a ser usada, em nosso rádio pelo publicitário Adhemar Case, que foi o primeiro brasileiro a comprar horários e fazer o programa de variedades pioneiro da rádio brasileira.
Na época do teatro de revista , ele tinha prioridade, primeiro as músicas eram cantadas pelos cômicos ai sim posteriormente eram interpretadas pelos cantores.













O humor chegou a TV em programas como “Vai na valsa,Aí vem dona Isaura,Rancho alegre com Mazzaropi (Jeca tatu), depois vieram Pagano Sobrinho e o inesquecível ,Balança mais não cai.


http://www.youtube.com/watch?v=pcg-z_OyUlU



E foi em um desses quadros humorísticos que surgiram grandes comediantes como , Chico Anysio, Lauro Borges, Antônio Carlos...e também vários autores entre eles o próprio Chico Anysio e Max Nunes, o ilustre criador de Balança mais não cai, um programa inteiramente brasileiro com os bordões (frases que marcam o artista)adotados pelo povo, um programa que não tem paralelo em televisão nenhuma do mundo.





http://www.youtube.com/watch?v=KqocamTPemg





O programa que sofisticou o humor brasileiro foi “Chico Anysio show” que a princípio era para ser exibido somente no Rio de Janeiro,, mas que mais tarde acabou sendo passado no Brasil todo, a sofisticação da imagem era uma novidade, Chico podia fazer vários personagens graças a montagem que apenas estava começando na televisão, Carlos Manga trouxe para a TV a qualidade que já imprimia nas chanchadas da Atlântida.
Com o passar do tempo o humor foi se modificando, mas se mantém no ar com suas características essenciais, nada do que veio depois era muito diferente do que foi plantado no início , Satiricom, Viva o gordo....
Todos os programas de humor hoje mantém os bordões tradicionais, parece que Max Nunes está em todo lugar.


Aqui estão alguns bordões para reelembrarmos um pouco:


Eu só abro a boca quando eu tenho celteza! (Ofélia)-Primo, você me provoca frouxos de riso...ahahah-É que você é "froxo" mesmo...(Primo Rico & Primo Pobre)É mentira Terta??? (Pantaleão)
Beijo muitoooooooooo(Claudia Rodrigues)onde foi que eu errei?!(Jorge Dória)
Vem ca te conheço???(Maria clara Gueiros)
E o salario oh!(chico anisio)OOOOOOOOO
crides fala pra Mãe!!(Ronald Golias)
BEIJINHO BEIJINHO E PAU PAU - Claúdia Gimenez (Dona Cacilda da escolinha do Professor Raimundo)



fonte:Ocirco eletrônico Fazendo Tv no Brasil

Seriados de Daniel Filho

A maioria dos personagens marcantes dos seriados é adaptado da literatura, um seriado deve ter um cenário fixo, com pelo menos 40% da história passada ali e também com personagens fixos para que o público possa se familiarizar e identifica-los assim como nas novelas, e esses padrões esteve sempre presente nos seriados que Daniel Filho produziu desde o final da década de 1970 .
Os seriados policiais parecem eternos, pois são recheados de intrigas, mistérios, além de ter um romance de leitura fácil, um exemplo de seriados policiais foi A Justiceira e Plantão de polícia.


Ciranda cirandinha foi o primeiro seriado que Daniel fez na

Tv Globo, a partir de uma frase de John Lennon que naquele momento era um senso de oportunidade para o momento. A frase era: “o sonho acabou” e Daniel acrescentou com “mas papai tinha razão”.





Ciranda foi um seriado que atingiu diretamente o público jovem, e com isso fazia com que seus pais entendessem um pouco mais sobre seus filhos já que o assunto da droga estava presente, mas muito subliminarmente, pois naquela época era proibido tal assunto.Domingos de Oliveira teve uma ótima idéia de colocar todos os personagens morando no mesmo apartamento já que isso acontecia muito na metade dos anos 70, eram 4 personagens fixos amigos, dois homens ,Fábio Júnior e Jorge Fernando e duas mulheres, Denise Bandeira e Lucélia Santos.O seriado teve oito ou nove episódios , e era mensal, ainda estavam aprendendo a fazer, portanto era muito difícil elaborar os scripts que era feito por três ou quatro pessoas , esses seriados eram muito caros e deram certo na época em que a Globo tinha aquela hegemonia total, custavam muito caros , já que precisava de uma equipe toda dedicada somente para aquilo.
Daniel começou a tomar gosto por seriado, mas queria fazer uma coisa brasileira e não espelhado nos seriados norte americanos, foi assim que nasceram “Carga Pesada e Malu Mulher” .




Carga Pesada foi inovador pois naquela época a paisagem brasileira não estavam na moda e muito menos as músicas caipiras não tinham a projeção que tem hoje, assim como o cenário de “Plantão de polícia” eram os apartamentos dos personagens de Hugo Carvana e Denise Bandeira, curiosamente o cenário de Carga Pesada era a boléia do caminhão, feita dentro do estúdio, já que uma grande parte os personagens teria que passar lá, pois já era o cenário fixo deles, já em Malu mulher, eram gravados um episódio em dois dias , pois 70% dele se passava dentro do apartamento de Malú, com os personagens fixos.
Em 1980, Daniel produziu Armação ilimitada que era um seriado bastante humorado,depois fez Confissões de adolescentes,










que faziam um paralelo com ,situações que os personagens estavam vivendo, mas que as vezes eram pessoas que não tinham nada a ver com aquelas situações.
A vida como ela é de Nelson Rodrigues, a nossa maior dificuldade era contar bem a história em sete ou oito minutos, já que Nélson Rodrigues é um monstro sagrado, mas Euclydes Marinho acertou na “mosca”.








A Justiceira foi um seriado oportuno, nada mais além do que uma imitação dos americanos, mas Daniel queria ver se sabiam fazer um bom policial, já que tinham que seguir as riscas todo um Storyboard, profissionais estrangeiros, como dublê, efeitos especiais... enfim parecidas com os policiais que as pessoas são acostumadas a ver na T.V, foi um papel carbono bem divertido!
Logo após Daniel produziu “Mulher”, onde os temas variavam desde psicológicos e ginecológicos, até situações que envolviam brutalidade com a mulher. Uma das histórias passava-se fora da clínica, cenário fixo do seriado.A história era oportuna , como todas as histórias com mulheres são na televisão, pois elas são o maiôs público, seu medo era que os homens rejeitassem o seriado, com ódio de estarem sendo responsabilizados por muitas coisas que eram tradicionalmente culpa da mulher, como frigidez.
Mas Daniel usou outros personagens como um enfermeiro negro e as enfermeiras, que foi inspirado por um filme de Harrison Ford que ele assistiu, com isso o seriado agradou o lado masculino também, e acabou – se transformando em uma verdadeira “aula de medicina”, onde muitos telespectadores passaram a freqüentar com mais regularidade os médicos, devido a influência do seriado, mulheres que tinham vergonha de ir ao ginecologista , já ia deixando isso no passado.





http://www.youtube.com/watch?v=FkZQoKioFM4





Cininha de Paula que também era médica, começou a dirigir as cenas dentro do campo cirúrgico, Daniel dirigiu no máximo umas duas vezes ainda depois ela ficou fixa.Daniel queria a luz e a atmosfera do filme Tucker de Coppola, , mas o assunto era sério para a iluminação que ele desejava então foi totalmente ao inverso do seu pensamento, mas nem por isso o desagradou, a iluminação do seriado tinha uma difusão que tornavam as coisas agradáveis de se ver .
Daniel encerra com a frase “Uma coisa é você passar entretenimento, informações importantes, identificar o povo com o que está se fazendo;outra é jogar o povo para baixo, deprimi- lo, fazer o espectador sair, desligar a TV e não dormir direito”.







Fonte:O circo eletrônico- fazendo TV no Brasil

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A computação gráfica de Hans Donner nos 50 anos de TV



Coincidentemente nesses 50 anos de TV, Hans Donner passou 25 anos na Alemanha e na Áustria, crescendo e, parte deles, aprimorando um estilo de design que valoriza a terceira dimensão, e os outros 25 anos o levaram para o Brasil que era seu grande sonho que a televisão concretizou, Hans realizou centenas de vinhetas e aberturas de programas, trazendo o telespectador para bem perto da TV.Com seu estilo de design de terceira dimensão, era uma novidade para todos naquela época,esse trabalho tornou o maior emprego de um designer de televisão do mundo.
Em 1974 criou toda a identidade da Globo com a versão em vidro, reunindo a mesma técnica que usou para fazer a capa do “livro grávido”, um trabalho de escola mais importante que idealizou, e que resume toda a essência do seu design.Utilizando tecnologia de ponta, na época,na finalização dos seus trabalhos em computadores americanos, europeus,, japoneses, que permitiram transformar o seu estilo de design trazido de Viena em 3D.Foi o boom da computação gráfica no Brasil antecipando para o telespectador brasileiro um universo completamente novo no ramo de design gráfico para televisão.Por meio de convites para palestras e exposições dos seus trabalho em várias partes do mundo, tornou- se possível levar também para fora dos Brasil as imagens realizadas e transformar o seu trabalho em referências para as televisões do “primeiro mundo”.
O povo brasileiro para Hans é o telespectador mais vibrante do mundo, pois o recebeu com braços abertos, onde o seu design europeu clean e frio ganhou cores, vibrações e formas desenvolvendo assim uma computação gráfica de primeiro mundo.
Fonte:50 Anos de tv no Brasil
Hans Donner e seu universo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Uma breve história de Daniel Filho pela TV brasileira.

Para Daniel, somente entrar pela porta principal do antigo cassino da Urca, já era estar em um mundo de sonho, em meio a tantas riquezas, ele era apenas um mero cidadão que passava despercebido, mas que ano mais tarde já era reconhecido, pois a TV Tupi ocupava o prédio do antigo Cassino.
Naquela época os artistas que começavam habitar a TV eram: Hilton Gomes, o apresentador do telejornal Bendix, Aracy Cardoso, a heroína das novelas escrita por Ilse Silveira, Alberto Peres, galã de várias novelas que naquele momento cumprimentava-o sorridente, e Daniel só os tinha visto pela telinha, com imagens borradas enviadas lá pra casa da antena em cima do pão de Açúcar, ninguém imaginava a emoção que ele sentia naquele momento.
Ele já havia trabalhado 5 anos na Tupi, passado pelas TVs Rio, Paulista, Continental, Record e Excelsior, desde sua estréia.Alguns passos foram dados.
A novela diária, unidade de programação em toda a rede, um visual gráfico mais caprichado... Mas a má administração começou a jogar no brejo o que parecia uma nova era. Voltou para a Tupi-Rio, com Chico Anysio de quem era diretor. Lá trabalhou diretamente com Boni, que era diretor artístico do programa de Moacyr Franco e ainda trouxeram Bibi Ferreira.Foi um túnel do tempo, o estúdio Um estava pior, jamais ele lembraria os tempos de fausto no cassino.
Daniel e Boni queriam fazer algo decente, com nível internacional, mas isso gerava muitas brigas, pois um queria fazer mais que o outro, e a situação tava beirando a indigência, salário atrasado nunca pago em dia, sempre um vale correspondente ao salário de três meses atrás, queria sair, pois estava prestes a perder um apartamento que havia comprado, por falta de pagamento.Boni teve uma proposta da Globo, a pequena estação que começava a aparecer, após uma boa campanha oportunista com a queda do viaduto Paulo Frontin.Como Boni e Daniel já estavam na safra da briga, resolveram fazer uma aposta valendo uma caixa de uísque Black Label, Boni dizia que não ia para a Globo, e acabou perdendo a aposta, pois dois meses após lá estava ele, deixando Daniel com o contrato chegando ao fim, sem receber e vendo o barco afundar, e além de não pagar a caixa de uísque.E numa dessas vindas para a Tupi para ver se conseguia receber os atrasados, Boni encontra com o pai de Daniel que havia tornado seu assistente, e pediu para que desse o seguinte recado: -Segunda a feira as 4 da tarde espero seu filho na Globo.
Conforme o combinado Daniel compareceu a Globo, ficou maravilhado com aquele lugar que acabara de começar na mídia, ele foi conduzido por uma linda secretária até a sala de Boni, que o - convidou para trabalhar novamente juntos, claro que ele aceitou a proposta e enquanto caminhavam juntos pelos corredores, ele conhecia os estúdios, o que está sendo gravado no estúdio. Um lindo telecine pensou com ele “Agora vai dar!!!”.
A estratégia de Boni trazendo atores paulistas funcionou, mas eles queriam trazer homens para ver novelas, e com Irmãos Coragem de Janete Clair foi definitivamente o ingresso do homem assumindo que assiste novela. Os dois haviam conseguido a hegemonia nacional, durante o ano em que irmão coragem ficou no ar, Daniela assumiu a direção da dramaturgia da Globo .O jogo de temas específicos para cada horário começava a tomar forma, a leve comédia romântica das 19:00 e a novela drama-amor das 20:00.A Globo formava um time de autores de primeira como Domingos de Oliveira, Vicente Sesso, Walter Negrão....entre outros.
O sucesso de um horário desafiava o outro, quebraram a cara, acertaram, mas nunca pararam, aprenderam que ma guerra da audiência não estava ganha. Era preciso ter constante atenção.
Gilberto Braga o procurou em um clube, se apresentou, na época era crítico de teatro respeitado e temido, queria entrar para a TV para escrever “Caso Especial”, Daniel colocou-o juntamente de Vianinha que pacientemente trabalharam junto o roteiro durante meses. Finalmente em 73 “Praias desertas” marcava a estréia de um dos grandes autores de novela, ele ainda seria parceiro de Janete e Lauro César.
Esse é um exemplo de como iam colocando sangue novo e alimentando a faminha fábrica de novelas. Estava criada a escola de autores.
Daniel continuou a dirigir algumas novelas, dirigia os primeiros vinte capítulos e passava para outro diretor a tarefa de continuar. Era colocar em termos industriais uma marca de qualidade e o deixar ativo. Todos eram cúmplices ninguém era culpado ou vencedor, era uma equipe.
A que Daniel considera sua última novelas foi “Dancin’days”, a partir de um “Caso especial”, de Paulo Mendes Campos dirigido pó Paulo José, Boni achou que daria para fazer um seriado mensal, mas pensou direito e disse: - E se em vez de uma vez por mês, fizéssemos 4 por semana?Já que a novela das 22 estava enfraquecendo e a séries americanas estavam dominando, então eles queriam uma coisa brasileira, e como Daniel estava sempre atrás do seu “cineminha”, concordou em fazer o seriado, mas para isso ele foi criticado por vários amigos que diziam que ele estava entrando numa fria, mesmo assim Daniel não deu ouvido e em 1979 estreavam “Aplauso”, “Plantão de polícia” e Malu Mulher. Em 1982 uma equipe de TV sueca foi até a casa de Daniel para que ele lhe concedesse uma entrevista sobre o comportamento das mulheres, por causa do êxito de Malu Mulher naquele país.O seriado era sucesso mundial.
Outra paixão de Daniel além de novela era a música, pensava porque o cantores quando apresentavam- se em shows e teatros não tinham a mesma comunicação que na TV?, mas isso era porquê na TV era playback e não ao vivo, então ele teve a idéia de fazer música ao vivo na TV, e com isso nasceu “Os grandes nomes”que obteve dois anos de pura satisfação, começou com Simone e foi embora, Elis Regina, Caetano, Gil, Gal, Rita Lee.....entre outros nomes de nossa música popular brasileira.
Em 1991 após 25 anos na Rede Globo, Daniel achava que era a hora de pedir suas contas, sua saída foi gentil, com festas de despedida e promessa de pronto retorno.
Daniel queria independência e sob a direção de Roberto Muylaert, conseguiu finalmente filmar um seriado em 16 mm. Era algo próximo do cinema. Foi a “Confissão de adolescente” que foi vendida para a TF1, francesa como a produção do segundo ano da série.
Sua “penúltima” produção com Boni foi “Mulher” filmada em 35mm, em cores , som estéreo, apesar do processo cinematográfico, não era “cineminha” , era televisão.Teve 62 episódios de 45 min, sendo os dois últimos em HDTV.
Fonte: 50 anos de tv no Brasil
Editora Globo

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A história das novelas brasileiras parte II






1981 o SBT entra no ar apostando nas suas importações de novelas latinas, e também tramas nacionais, mas mesmo assim não conseguem combater as produções globais, a Manchete começa a competir com igualdade com a Globo, lança um sucesso “Dona Beija”, com isso a Globo fica mais fraca, mas continua campeã de audiência, nessa década é lançada duas novelas: Vale Tudo e Que Rei sou Eu?,Com isso as novelas das 7 ficou com um tom cômico que permanece até hoje.
Ivani Ribeiro Que estava encostada na Tupi vai para a Globo, e assim também surgem vários autores que começam a fazer sucesso como: Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa, Walter Negrão e Aguinaldo Silva.
Em 1980, o principal marco da dramaturgia foi Roque Santeiro, que é tido como fim da ditadura militar e da censura na televisão brasileira, já que esta foi censurada pelo governo em 1975. O último grande sucesso da Globo antes de sentir o baque foi “Tieta” de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, esse baque foi sentido quando a Manchete lançou “Pantanal” de Benedito Ruy Barbosa, uma novela com cenário rústico, com muita simplicidade naquele momento batia a poderosa Rede Globo, a Manchete abriu espaços extras para os seus anunciantes que eram mais do que intervalos.A Globo não perdeu tempo,contratou de volta Benedito Ruy Barbosa para depois fazer “Renascer”, “Rei do Gado” e “Terra Nostra”.A Manchete fez sucesso novamente mas não igual Pantanal, com a história de “Ana Raio e Zé Trovão”, a única novela itinerante do mundo, não tinha um cenário fixo, muitas viagens, e com isso os gastos aumentavam, e assim foi até a sua falência em 1999, mas sem deixar de lembrar que também fez muito sucesso com “Xica da Silva”.
Anos depois o SBT viu que a Manchete concorreu de igual com a Globo, e resolveu contratar os atores do canal 9 para fazer sua novelas que agora eram 100% nacionais, sendo assim em 1994 teve um grande sucesso com as novelas “Éramos Seis”, “Ossos do Barão” e as “Pupilas do Senhor Reitor”, e assim resolvem abrir três horários para sua novelas, mas duraram apenas 3 anos, pois logo após houve uma parceria com o canal Telefe da Argentina, com isso houve um enorme sucesso com “Chiquititas” que ficou no ar por 5 anos, além dessa houve também “Fascinação” que foi a primeira novela a utilizar pontos eletrônicos para os atores interpretarem seus papéis no país, mas ainda assim a concorrente Global estava cada vez mais poderosa.Quando a Globo percebia que o público “fugia”, então apostava em novelas regionalistas, , e Silvio de Abreu lançava novelas com “Rainha da Sucata” e “A Próxima Vítima”, Ivani Ribeiro se dedicava aos seus remakes e assim foram destacando outros autores e novelas como “Vamp”, “Barriga de Aluguel”, “Laços de Família”.
Hoje a concorrência é grande, mas mesmo assim a Globo continua a campeã de audiência, esta é a história das novelas no Brasil, uma tradição que passa de geração para geração.



Fontes:www.sampaonline.com.br
A Telenovela-Samira Youssef Campedelli

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A história das novelas brasileiras parte I






A “telenovela” começou no Brasil em 1951, baseado no modelo dos teleteatros, e se desenvolviam não só em um capítulo, mas sim em vários, como até hoje, a primeira novela foi ‘Sua vida me pertence”, da PRF-3 Tupi-difusora, foi nessa mesma novela que aconteceu o primeiro beijo na boca com os atores Walter Foster e Vida Alves, pra muitas pessoas isso foi um escândalo, muitas cartas foram enviadas a emissora, criticando a atitude dos atores. As novelas tinham 15 capítulos, e era exibido somente de terças e quintas, isso fazia com que o público ficasse “grudado” na frente da TV.



Depois dessa novela a Tupi só foi exibir novelas no ano seguinte, nesse período a TV Paulista depois de um ano de sua fundação, passou a investir em novelas adaptadas de nossa literatura, e logo depois vieram outras emissoras investindo cada vez mais nas teledramaturgias, a Rede Record alcançou um enorme sucesso com ma novela “Éramos seis” adaptação de Maria José Dupret.
Com isso a novela começou a cair no gosto do povo, e a simpatia pela mesma era cada vez mais, por isso o povo não se conformava de a novela demorar 15 dias para passar novamente, mas, porém a idéia de fazer uma novela diária até existia, mas os gastos seriam absurdos, teria que ter um estúdio somente para ela, já que o cenário seria o mesmo por semanas, e com isso não sabiam se ia compensar. Mas a inovadora TV Excelsior resolveu tentar a façanha, e para sua surpresa consagrou-se até os seus últimos dias, já na era do vídeo - tape exibiu a sua primeira novela diária: “25499 Ocupado” que duraram 3 meses, e com isso consagraram os atores da emissora como os ídolos fiéis do público, assim nasceu o par romântico Glória Menezes e Tarcísio Meira.
A Tupi começava a perder seu público fiel, e não fez por menos, lançou as suas novelas diárias como à adaptação da história cubana “Alma Cigana”, enquanto isso a Excelsior continuava com a fama de Ivani Ribeiro lançou “A moça que veio de longe”adaptação de uma trama argentina, onde consagrou Hélio Souto e Rosamaria Murtinho.Em 1965 a Tupi ficou no mesmo patamar da Excelsior quando resolveu adaptar “O direito de nascer” que tinha sido considerada a mais famosa radionovela da Rádio Nacional, e usando os mesmos recursos da Excelsior lotou o Maracanã de fãs que queria ver de perto seus ídolos.
As duas emissoras estavam “pau a pau”, quando Ivani Ribeiro escreveu “A Deusa Vencida”, que lançou as telas Regina Duarte, consagrando-se juntamente com os diretores Walter Avancini e David Grimberg que foi considerado o “Papa das novelas”.
Rio de Janeiro 1964 começa a ser lançada a Rede Globo planejando também o gênero teledramaturgia, mesmo sabendo que ia concorrer com Excelsior e Tupi.
Começou contratando os atores que “sobraram” da TV Excelsior e TV Continental, comprou a TV Paulista e assim começou a formação de rede, a propósito sua meta era competir com a Record e depois ,aos poucos competir com os demais, em 1966 produziu “Padre Tião” e “Um rosto de mulher” e logo assumia o lugar de primeiro canal 5 de São Paulo.
Houve mudanças de linguagem, ou seja, uma linguagem relacionada de acordo com a época, uma linguagem que fugia do “formal”, o que naquela época era inovador, e a TV Tupi foi a pioneira nessa mudança, uma novela responsável pela mudança de linguagem foi “Beto Rockfeller”, a história de um trambiqueiro que se passava por milionário.

A TV Excelsior em crise quase falindo, mas não abandona sua produção e ainda assim lança “Sangue do meu sangue” com Fernanda Montenegro e Tônia Carreiro.
Em 1970, a Globo abre três horários de novela (19h,20h,22h) e com isso ganha mais status ainda, a TV Cultura produziu novelas educativas, mas não obteve sucesso.Afundado em dívidas e crises a TV Excelsior chega ao fim, e a TV Record tenta voltar a ganhar seu espaço na teledramaturgia, com equipamentos e profissionais sofisticados, mas mesmo assim nunca mais obteve o mesmo sucesso.Com isso a Tupi começa a competir com a Globo, uma luta que dura até sua falência em 1980, Ivani Ribeiro se transfere da Excelsior para a Tupi onde permanece 6 anos e realiza novelas de sucesso como “Mulheres de areia”,”A Viagem”.....
Havia até um tipo de “provocação” da Tupi para com a Globo, antes de começar a novela “Éramos seis” exibida na Tupi, o anunciante falava: Não percam “Éramos seis” logo após “Locomotivas”!Essa mesma que era exibida na Rede Globo as 19h.
Mas mesmo com essa pressão em cima, a Globo não dava chance para a Tupi, e produzia cada vez mais sucessos, já tinha alcançado um público fiel, e também passou a produzir tramas adaptados de livros, como “Cabocla”, “Escrava Isaura”.Com isso a Tupi vai falindo no final doas anos 70 e a Tv Bandeirantes aposta na dramaturgia, e lança “Cara a cara” com uma mistura de profissionais da Tupi e da Globo, mas sem sucesso, acaba se enterrando em dívidas, com o fim da Tv Tupi ela se divide em duas:SBT e Rede Manchete e o governo permite a abertura do canal 9 q desde 1970 estava fechado.



Fonte:www.sampaonline.com.br
A Telenovela-Samira Youssef Campedelli

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Xuxa Rainha dos baixinhos!!!!!


Em 27 de março de 1963, nascia em Santa Rosa-RS Maria da Graça Meneghel,filha de Luíz Floriano Meneghel e Alda Meneghel,a mais nova dos 4 irmãos,Xuxa como ficou conhecida anos mais tarde era apenas uma modelo,que sonhava com as passarelas do mundo, tinha acabado de posar nua para uma revista masculina,foi quando foi convidada por Maurício Sherman,para apresentar um programa infantil na extinta TV Manchete, Sherman via em Xuxa um jeito e um olhar de criança. Xuxa meio ressabiada ainda sim aceitou o convite, e o que era apenas um teste sem nenhuma importância, naquele momento
Xuxa ja dava uma "cara nova" aos programas infantis daquela época,isso rendeu para a gaúchinha um programa na TV Globo em 1986.
O "Xou da Xuxa" era um programa com muitas variedades como:musicais,brincadeiras, gincanas e desenhos,o que o tornava um programa diferenciado dos programas infantis daquela época.Com o programa estourando no Brasil, Xuxa ganhou o status de apresentadora infantil internacional, ganhou um programa diário na Argentina, onde até hoje é um verdadeiro mito,Espanha,Chile,EUA, e gravações em vários programas do mundo, a cada dia o sucesso de xuxa era maior,e o ibope sempre era o mais alto,chegou a ganhar 139 discos de ouro, 52 de platina e 10 de diamante – o que significa mais de 14 milhões de cópias vendidas,entrou para o Guiness Book (Livro dos Recordes) após vender 3,2 milhões de cópias com o Xou da Xuxa 3, em 1988.
O programa Xou da Xuxa durou 6 anos no ar,depois vieram outros como:paredão dos baixinhos,Xuxa,Xuxa Park,Xuxa Hits e Planeta Xuxa, esses dois últimos com o formato para jovens,com musicais,entrevistas com as celebridades e interação da platéia direto com o artista, o que acarretou picos de audiência para a Tv Globo.
Mas em 2002 ,a parceria de Xuxa com a empresária Marlene Matos, chegou ao fim (não sabe-se porque motivo),Xuxa que sempre manteve-se em um patamar elevado dentro da Tv Globo viu sua carreira entrar em declínio. Mas em 2003 Xuxa volta com um programa que se intitulava Xuxa Em "O mundo da imaginação", um programa que era voltado para o seu público alvo,as crianças,o programa tinha um belo cenário,rico em cores,havia desenhos, histórias infantis e um quadro de cartas enviadas por fãs.Mesmo assim o ibope da apresentadora estava em baixa,logo após veio o Tv Xuxa,um programa que era composto de desenhos, onde a apresentadora aparecia no começo e no final do programa, isso fez com que caísse ainda mais o ibope,não sabe-se se por consequência disso o programa não teve um final.
Mas em abril de 2008 voltou o programa Tv Xuxa com o mesmo formato do Planeta Xuxa,com um público jovem,musicais e entrevistas com artistas,e agora qual será a próxima da lorinha?
(Rita Basile)
Fonte:Almanaque da tv,www.xuxa.globo.com.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Apresentação

Bem vindo galera, somos da Unisa turma de rádio e tv 1° ano, e criamos esse blog para que vcs conheçam um pouco mais sobre a história da tv brasileira,toda semana serão postados tópicos sobre programas, telejornais, personalidades, enfim a história desse meio de comunicação de massa que a cada dia ganha adeptos pelo mundo, fiquem á vontade para deixar seus comentários, críticas, dúvidas e sugestões.Iremos responder á todos se possível.

"Televisão no Brasil só existe graças àquele sujeito que fica nos estúdios segurando um palitinho para que duas válvulas não provoquem curto-circuito. Algumas emissoras só funcionam graças à intervenção de Nossa Senhora da Televisão Brasileira." (Wilson Simonal, cantor, 1969)".